Grupos de
Risco
Pessoas
que vivem em regiões de abastecimento sanitário precárias, sem medidas básicas
de higiene, constituem o principal grupo de risco. Além disso, viajantes que
visitem lugares afetados pela doença e sem saneamento básico, como em regiões
da África e Índia, podem se contaminar e retornar com a doença para o país,
sendo uma fonte de transmissão.
A baixa
produção de ácido gástrico (hipocloridria ou acloridria) também contribui para
a sobrevivência das bactérias causadoras da cólera. Outro grupo de risco são os
pacientes com tipo sanguíneo O. Ainda não se conhecem os fatores responsáveis,
entretanto, sabe-se que os pacientes com esse tipo sanguíneo têm 2 vezes mais
chances de desenvolverem cólera.
Ademais, os indivíduos com a
doença genética ou status de portador do gene
da fibrose cística são
parcialmente resistentes aos efeitos da cólera. Dessa forma, devido a fatores
evolutivos, nas regiões mais afetadas pela doença desde tempos imemoriais (como a Índia), a
frequência deste gene, hoje, é muito superior ao de outras regiões.
Falando
um pouco de bioquímica no tratamento da doença
O tratamento
inicial consiste em fornecer ao paciente os líquidos e sais minerais perdidos
na diarréia. A reidratação pode ser feita por uma solução oral contendo
glicose. A composição recomendada pela Organização Mundial da Saúde é a
seguinte (quantidades a serem dissolvidas em 1 litro de água filtrada):
Cloreto
de sódio
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2,6 g
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Citrato
trissódico diidratado
|
2,9 g
|
Cloreto
de potássio
|
1,5 g
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Glicose
anidra
|
13,5 g
|
Com a rápida
reidratação, a taxa de mortalidade pela cólera é inferior a 1%.
Outra
medida, dependendo do grau de desidratação, é a reidratação parenteral com
solução de Ringer lactato.
Para
formas graves da doença, além da reidratação, é necessário antibioticoterapia
que, quando iniciada nas primeiras 24 horas da doença, diminui a duração da
diarréia e, portanto, a perda de sais e líquidos. Os antibióticos comumente
empregados são a tetraciclina, doxiciclina, norfloxacina, ciprofloxacina e
furazolidona e seu uso deve ser monitorado por um médico.
Medicamentos antidiarréicos são contra indicados no
caso de cólera, uma vez que diminuem os movimentos peristálticos do intestino e
propicia a multiplicação do V. cholerae.
Pesquisas têm mostrado que suplementos contendo o elemento zinco ajudam a diminuir a intensidade e duração das diarréias, sobretudo em crianças.
Fontes :
http://www.criasaude.com.br/N5850/doencas/grupos-de-risco-colera.html
http://www.criasaude.com.br/N5854/doencas/tratamento-colera.html
http://www.medicinaealimentacao.com/?id=373
Interessante o fato de pacientes com sangue do tipo O serem mais suscetíveis à cólera. Atualmente, existe vacinas contra a cólera. Estas vacinas não são 100% eficazes, estima-se que a sua eficácia seja de cerca de 70%. A vacinação deve ser repetida mais vezes, porque a duração do seu efeito é geralmente de 6 meses. Além disso, algumas cepas de V. cholerae não tem vacina.É importante ressaltar que essa vacinação não deve, jamais, substituir as medidas preventivas. A vacinação não é recomendada em viajantes, mesmo aqueles que visitam áreas de risco (salvo exceção médica), pois pode passar uma noção de imunidade à cólera que não é real. Para se proteger da doença, o mais recomendado é, realmente, investir em saneamento básico.
ResponderExcluirA toxina da cólera se liga aos receptores de pequeno porte sobre a parede intestinal. Os receptores consistem de palhetas com pequenas moléculas de açúcar em anexo (também conhecidas como glicocálix). Essa toxina é constituída por duas partes. Os investigadores estudaram a parte inferior, que se liga aos receptores. De modo a penetrar nas células intestinais, a toxina da cólera primeiro passa através da camada mucosa. Os resultados sugerem que a toxina da cólera demora mais para penetrar a camada de muco em pacientes que possuem anticorpos de grupos sanguíneos. Então, ocorre uma incoerência nas informações, pois o tipo sanguíneo O é o que possui os dois tipos de anti-corpos (anti-A e anti-B). Assim, a toxina demoraria mais para adentrar nas células intestinais, seguindo o que já foi exposto. Então, como o grupo O é o menos protegido? Questionamentos a parte, é importante frisar que a principal forma de prevenção contra cólera é o trabalho mais influente nas camadas de risco citadas na postagem. Dessa forma, através das estratégias corretas, é possível reduzir bastantes os índices.
ResponderExcluirA cólera é uma doença causada por uma bactéria produtora de toxina que, em resumo, influencia nos níveis de AMPcíclico e, assim, provoca diarreia intensa. A partir desse quadro, é importante da ênfase na urgência do tratamento dessa perda de água e sais. Isso, pois a diarreia causa uma desidratação muito rápida e que, em pouco tempo, pode levar à morte do indivíduo. Para tratar essa diarreia, usam-se camas especiais, nos hospitais, que possuem um buraco que possibilita a saída do líquido para ser medido seu volume. A partir desse volume, é possível saber quanto de líquido a pessoa perdeu e, então, pode-se repor a mesma quantidade. No entanto, os altos volumes perdidos seguidos de uma alta reposição podem sobrecarregar o organismo da pessoa, causando morte. Por isso, a diarreia é um quadro clínico de alta mortalidade e deve ser tratado com cautela
ResponderExcluirAlém do mecanismo já citado aqui do AMPc que provoca a diarreia, há outro mecanismo envolvido. Um estudo recentemente publicado na revista “Cell Host & Microbe” revelou um mecanismo que permite a saída de água e de outros eletrólitos para a luz do intestino. Aparentemente, a subunidade CtxA da TC induz uma diminuição nos níveis de outra enzima, a Rab11, que é uma pequena guanosina trifosfatase. Esta enzima controla a transferência de vesículas de reciclagem para a face basolateral do enterócito. Assim, a inibição da Rab11 provocada pela TC impede a manutenção de moléculas das junções aderentes entre os enterócitos, gerando um enfraquecimento dessas junções. Este enfraquecimento facilita a saída de líquidos entre os enterócitos causando a diarreia que, em pacientes adultos, pode levar à perda de 10 a 20 litros de água por dia.
ResponderExcluirQuando não há tratamento adequado, cerca de 50% das pessoas morrem de forma rápida, vítimas das toxinas no sangue e de parada cardíaca.
Como foi dito na postagem, a taxa de mortalidade com a reidratação é pequena, mas isso exige que o doente seja levado rapidamente para um hospital e que este tenha condições para tratá-lo. O que pode ser muito difícil em algumas regiões endêmicas, que muitas vezes não têm infraestrutura suficiente e, como a desidratação ocorre de forma rápida e violenta, pode ser que o infectado não sobreviva, falecendo devido à desidratação.
ResponderExcluirÉ importante notar que a diarreia é um mecanismo de defesa do corpo e, mesmo que seja uma deferesa perigosa, ao causar intensa desidratação, existe por um propósito, que é eliminar rapidamente do corpo agenstes potencialmente prejudiciais. Desse modo, o uso de antidiarreicos , que diminuem o peristaltismo, não é uma boa opção eque pode levar muitas pessoas, guiadas pelo senso comum, a piorar a situação. É necessário haver maus orietação à população com relação ao que fazer em caso de contração de doença. Muito interessantes essas curiosidades, mas revelam o caráter avassalador da doença
ResponderExcluirA diarreia é um mecanismo de defesa do corpo e não deve ser evitada em muitos casos. Interessante como é feita a reidratação do paciente. O volume de diarreia e urina são medidos a todo momento para que se possa fazer a reidratação proporcional do paciente. Além disso, como a baixa produção de acido gástrico favorece a doença, creio que comidas pesadas e mal mastigadas, alem do uso de bicarbonatos agudem a aquisição da doença, uma vez que provocam essa diminuição da atividade do estomago.
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